terça-feira, 22 de novembro de 2011

MINHAS OBRAS LITERÁRIAS



Prólogo do livro 
O SEGREDO DOS GIRASSÓIS
Espanha dezesseis de março de 1822.
           Estou com vinte e dois anos e vejo que minha vida acabou-se. Vivi nesta curta jornada terrena tudo o que uma pessoa com seus sessenta anos viveu ao longo de sua existência. Mas é claro que, em questão de sofrimentos, fui uma expert. Envelheci muito em três anos e meio aqui, enclausurada neste calabouço frio e escuro, onde fico relembrando os fatos e as situações vividas desde a minha mais tenra infância. Outro dia, pude ver meu reflexo em uma poça d’água que se acumulou no chão, causada pelas diversas goteiras que caem do teto. Quase não me reconheci. A maioria dos meus dentes caiu. Estou tão maltrapilha e suja! Eles quase conseguiram sujar, também, minha alma. Mas consegui separá-la do meu corpo, para que não fosse maculada pela perversidade humana.
Sinto tanto frio; estou tão cansada e enfraquecida! As dores, antes insuportáveis, agora já parecem mais brandas. Já quase não sinto mais a minha perna. O cilício preso à minha coxa já parou a circulação, e a sensibilidade não é mais a mesma. Estou presa a este objeto há tanto tempo! Não me lembro exatamente de quanto tempo estou aqui. A princípio, para evitar a loucura e a perda de memória, fiz tracinhos nas paredes. Mas, com o tempo, fui me esquecendo até de me levantar para comer o pão e a água que me trazem.
Temo não conseguir colocar neste diário tudo o que me ocorreu durante toda a minha existência. Tenho a esperança de um dia alguém me achar ou se lembrar de mim. Caso isso não venha a ocorrer, sei que minha amiga Juanita encontrará um meio deste diário chegar até às mãos de Maria. Quero que meus irmãos de alma saibam o que passei por amar e por não negar minhas origens. Deixo aqui registrados os horrores e as injustiças que aconteceram em minha vida, envolvendo pessoas consideradas acima do bem e do mal. Não aumentei e nem inventei absolutamente nada.
 As pessoas do tempo em que eu vivi se diziam com o poder de direcionar o destino de outras, só pelo simples fato de terem nas mãos um documento chamado Bula Papal, elas tornaram a minha vida e a de outras mulheres a mais miserável possível. Homens que se julgavam Deus ou mensageiros Dele. Seres humanos como eu, mas que pareciam viver em um mundo mental paralelo ao nosso. Parecia que, ao olharem uma mulher, viam nela outra forma de vida aparente. Suas formas de manipular a população eram tão convictas que causavam cegueira e histeria em massa – e, logo, uma espécie de aliança cega entre a população e os inquisidores se confirmou. Na verdade, a voz do povo não era a voz de Deus, mas sim a voz de um povo manipulado pela Santa Madre Igreja.
Minha história é muito complexa. Se algum dia esse diário for encontrado e lido por outras pessoas, elas poderão ficar atordoadas e confusas com os relatos registrados aqui. Mas que fique bem claro que este é o meu diário. O diário da minha vida terrena, onde conto a minha trajetória como mortal, mulher, bruxa e como um ser humano esquecido pelo mundo contraditório. Nesta história de vida passada, faço aqui duas regressões e mostro o lado obscuro real da Inquisição. Conto como o preconceito contra as mulheres era superior ao sentimento maior: o amor verdadeiro. A religiosidade era usada para encobrir o lado negro dos sacerdotes. O dinheiro comprava e vendia tudo, até a alma humana.  Os sacerdotes e seus monarcas seguidores fanáticos tinham uma única vontade: manter as mulheres submissas e a população humilde e sem cultura sob os seus pés. Mas, na verdade, os monarcas também eram marionetes destes discípulos do diabo. Pessoas que se mascaravam com uma bondade hipócrita, para não mostrarem a verdadeira face escondida debaixo de peles de cordeiros.
Espero, em nome de Deus, que a humanidade um dia possa evoluir para o seu próprio bem. E que estas almas, ao encarnarem, também possam redimir-se destes pecados que cometeram contra a humanidade. Vivi em um tempo muito desequilibrado e hostil, em que mesmo os que tinham certo estudo viviam na ignorância e no flagelo espiritual. As pessoas não tinham o direito de ir e vir. As palavras, nem em pensamentos poderiam permanecer. Se eu pudesse, aconselharia todos a refletirem sobre seus atos e as consequências que podem advir deles. Amem como se hoje fosse a primeira vez. Esqueçam o passado, deixem as mágoas e quem os magoou para trás. Porque a única coisa que realmente importa é o amor e o perdão.
Espero, minha querida Maria, que encontre este diário e que esta história da qual fez parte seja contada para todos os nossos irmãos e irmãs, de geração em geração. Tenho certeza de que não passei por todas estas coisas em vão. Aprendi muito com a senhora. Sua sabedoria, bondade e benevolência foram minha fonte de inspiração para eu estar aqui, hoje, lutando em registrar estas palavras.
Lembra-se, Maria, de quando mais atrás me ensinou a agradecer a Deus por todos os segundos de nossas vidas, mesmo que eles fossem os últimos? Agradeço, sim, a Ele, mas nunca me esqueço da senhora. Minhas orações são para você, bem como meu amor e gratidão, minha amiga, minha mãe. Sim, pois a senhora foi a única mãe que conheci.
Embora minha vida tenha sido tão curta, pude refletir e compreender que nunca devemos parar de lutar pelo que sonhamos e acreditamos. Sempre lutei e nunca temi ou me arrependo de ter chegado às últimas consequências. Nunca desisti do meu único e verdadeiro amor, embora ele tenha me traído e me abandonado. Nunca desejei mal a ele, mesmo sabendo que pode estar nos braços de outra mulher.  Não odeio nem mesmo meus algozes, pois fazem parte da construção da minha história. Aceitei o dom da mediunidade graças à senhora, Maria, pois aprendi a ser responsável e mais humana. Sei que são curtos os meus dias aqui, minha cara amiga. Mas morro com dignidade e orgulho em saber que me assumo como sou: uma bruxa.
A senhora ensinou-me que a responsabilidade de um médium dobra quando ele ensina alguma coisa a outra pessoa. Espero estar sendo coerente com as palavras aqui. Pois, assim como fui sua discípula, terei discípulos que ouvirão minha história e far-me-ão de exemplo. Sei desta responsabilidade e não quero ser uma lenda e nem um exemplo, pois também falhei. Apenas quero contar como tudo aconteceu comigo. Achei que, por amor, poderia superar os sofrimentos que me seriam impostos. Aprendi, com certeza o quanto o ser humano pode ser cruel em arquitetar uma forma de torturar o outro. A maldade do ser humano é infinita e sem igual. Guarde-me em seu coração minha amiga, pois estou levando-a em minhas lembranças.
Seguindo com a minha história...

Sobre a obra:

O Segredo dos Girassóis, da autora Adriana Matheus, narra a trajetória de três pessoas distintas entre si: uma bruxa, um monge e um jovem conde. Mas o que poderiam ter em comum três pessoas tão diferentes? Estariam eles unidos pelo amor ou pelo destino? Nessa fantástica trama de ódio, amor e intrigas, a autora transforma os horrores da Inquisição espanhola em uma magnífica estória em que a fantasia, o romance e a magia misturam-se a uma trama de mistério e sedução.  Convida-se o leitor a viajar através do tempo astral com a personagem principal, Anna Goldin, em uma fantástica aventura cheia de suspense, bom humor e assassinatos misteriosos. Anna Goldin vai mostrar ao leitor que, mesmo no meio dos horrores da Inquisição, ela ainda conseguiu sonhar e ser determinada em suas ideias de liberdade e de igualdade de expressão e religião, conseguindo manter também a dignidade, honrando o valor de uma verdadeira amizade. Anna descobre que o seu único e verdadeiro amor é também o inquisidor que a condenou à fogueira na vida passada. Ela passa por várias decepções até que descobre que mais uma vez havia sido traída pelas pessoas nas quais ela mais confiava...

Sobre a autora:

Nascida em Juiz de  Fora em 01/10/1970, onde reside com seus dois filhos, a autora Adriana Matheus escreve desde os 14 anos de idade. Já participou de diversos concursos de literatura, inclusive de poesias, em que ganhou o prêmio de melhor iniciante, em 1999. Já escreveu quatro obras: Um olhar vale mais que mil palavras, Lendas Urbanas, O Segredo dos Orixás , sendo que O Segredo dos Girassóis é a que mais se destaca por ser uma obra de fácil entendimento e por envolver o leitor na leitura. A autora faz parte da Academia de Letras de a cidade de Juiz de Fora - MG e já concorreu a vários prêmios de literatura inclisive ao prêmio da Lei Murilo Mendes dessa cidade em 2010. Esse prêmio dá ao autor e à obra a chance de um grande reconhecimento neste município. Atualmente a autora faz parte da  UBE ( União  Brasileira de Escritores), também é membra participante do Clube dos Novos Autores ( site muito conhecido na internet que permite a divulgação dos autorese suas obras). Adriana  Matheus é espiritualista e todas as suas obras são ditas pelo espírito do padre Ângelo Wallejo Morales, que viveu no século XVIII no Mosteiro de San Francisco, na Espanha. Adriana Matheus segue  a tradição da serpente (ou tradição da Lua) e cumpre piamente os preceitos da religião Wicca.
site: http://anairdameuslivros.yolasite.com  ou (32) 8856 0510 ou (32) 91463520. Ela terá o imenso prazer em atender todos os leitores.


  Contra Capa:

Ainda hoje o vento silva no alto do despenhadeiro clamando por justiça e verdade. Por isso conto-lhes esta história meu amor precisava que soubessem que ele nunca assassinou ninguém. E que também não era um suicida. Wallejo ficou por anos vagando em desespero sem querer confiar nos irmãos, era um espírito revoltado e sem luz. Aceitou reencarnar, mas nós não nos encontramos em outra vida tão rapidamente. Eu, também reencarnei algumas vezes, mas nunca fui feliz no amor. Por que estava presa a uma jura.
 Falar sobre esta obra é como deixar se perder o verdadeiro conteúdo que nela existe. Eu sinceramente sou suspeito, pois sou o maior fã desta autora... Wanderley Luis de Oliveira - Ao senhor Wanderley Luiz de Oliveira, Presidente da Associação de Cultura Luso-Brasileira/ JF – MG.

Fiquei muito surpreso ao lê os primeiros capítulos. Confesso que não é qualquer literatura que consegue me prender desta forma. É uma obra muito intensa sem dúvida. Só digo uma coisa então – Parabéns - (Roberto Dilly - Diretor do Museu de Crédito Real - Juiz de Fora - MG).

Sou suspeita em dizer algo, pois chorei, ri e briguei pela personagem... (Atria Maria Alves - Assistente admistrativo - Juiz de Fora- MG).

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MARIA PADILHA A RAINHA DO CABARÉ
Hoje vou falar um pouco sobre essa mulher (entidade) tão temida, mas apreciada por tantos... Principalmente pelas mulheres! Em várias religiões e regiões do país sua história é contada de diversas maneiras. Mas hoje, porém, vou contar-lhes como Maria Padilha, veio à minha vida, vou contar a história que ela mesma me contou...
Minha história com Padilha

Em uma de suas encarnações Padilha ou (emanuelizia) foi uma jovem de origem muito humilde nascida e criada na Espanha em uma vilazinha chamada Valença, sua beleza era sem igual e com isso Padilha (emanuelizia) conquistou os corações de muitos jovens pretendentes. Mas esta jovem romântica e sonhadora como todas as jovens de suas idades (ainda com 16 anos) só tinha olhos para seu primo e pretendente Maxuel. Padilha era uma moça dedicada à família, cuidava da casa e dos irmãos Eulália e Pietro.
Mas em troca recebeu a traição por parte do primo e da irmã Eulália. Pois Eulália engravidou-se de primo e também noivo maxuel.
Padilha decidida a nunca mais amar trancou por muito tempo seu coração. Mas por uma trapaça do destino emanuelizia deparou-se com certo jovem enquanto caminhava a beira mar descalça como sempre gostou de estar... Seus olhares se fitaram e foi inevitável estava presa ao amor. Padilha (emanuelizia) conheceu o homem que seria não só o seu amor verdadeiro, mas também o motivo de toda a sua degradação humana...
Ele vestia-se como um lord de finos tratos... Cuja teia teceu em volta da inocente donzela a fazendo sonhar de novo...
Padilha (emanuelizia)... Caiu sobre o maior de todos os feitiços (o amor).
Um belo dia em uma de suas caminhadas solitárias... O jovem encontrou com o lord e seus amigos e estes estavam embriagados. Influenciados pela bebida pelos "amigos" que diziam que Padilha (emanuelizia) não era mais donzela, pois estes diziam que por ter sido noiva e não saberem da verdadeira história da qual se deu a tal separação dela e seu noivo, a julgavam mal e aleatoriamente. Este dia do qual Padilha até hoje chora ela foi violada a beira mar tendo apenas o sol por testemunha. Esta nada pode fazer indefesa nas mãos de sete homens cuja maldade desgraçou toda sua vida inocente... Ao chegar a casa rasgada e suja de sangue a mãe a ouviu a calada e tentou ajeitar para que o pai não a visse naquele o seu estado lastimável...
Mas os meses foram se passando e o fruto daquela maldade estava crescendo... A mãe enrolava e apertava a barriga da jovem mais e mais com faixas e espartilhos. Porém os desmaios e enjoos eram constantes inevitáveis. Seu pai ao descobrir que Padilha (Emanuelizia) estava grávida esbofeteou-a e a pobre caiu-se ao chão sem nem uma defesa...
Padilha (emanuelizia) perdeu o bebe o único que tivera em toda aquela encarnação...
Seu pai a expulsou de casa com as roupas do corpo. Padilha (emanuelizia) para sobreviver, prostituiu-se pelas ruas da Espanha e até roubar ela o fez. A sua beleza, porém logo chamou a atenção de um conde cujo nome ela não revelou a mim. Este a levou para a frança onde construiu para ela um enorme casarão. Padilha acolheu em sua casa todas as moças rejeitadas e maltrapilhas que encontrava pela frente... Entre elas, Maria molambo (a triadora).
Eleanor não só traiu Padilha como foi expulsa do meio das Padilhas e levando com ela um exercito de mulheres jurou vigar-se. Eleanor mandou colocar fogo a casa onde Padilha (Emanuelizia) viveu e suas acolhidas (filhas). Padilha conseguiu vingar-se dos seis homens que extruparam-na... Mas o ultimo está encarnado... Nesta vida... (pra saber mais sobre essa estória) 

Leiam: - um olhar vale mais que mil palavras



Hoje Padilha não é santa ou demônio, nem anjo nem obsessor... Também não está na classe dos espíritos... Padilha é uma entidade.

Padilha é uma secretária emissora entre deus e o diabo.

Saiba pedir a ela.
Engana-se quem diz que Padilha ajuda também aos homens.
Ela é justiceira, e leal a quem lhe é leal 
é a uma mulher verdadeira e também vingativa, pois sai de baixo quem fizer mal aos seus protegidos. 
Odeia mentiras e corra do seu sorriso, pois é a hora em que ela age.


Seu cântico:


houve uma festa no inferno
katacumbas veio me saldar
sete almas com suas Padilha 
todas felizes a bailar...
Os anjinhos que estavam por perto
suas harpas vieram tocar
satanás que foi mais esperto 
num instantinho encontrou seu luar
ihahaaa ihahaha
á Padilha veio saravar
se eu chego faceira rodo minha saia
vou girando não quero parar
mas se bato os pezinhos no chão
terremoto eu faço causar
ihahaha ihahaha
a Padilha acabou de chegar
encha minha taça com vinho pros
inimigos que eu vou derrubar
se quiseres ficar um pouquinho
sai da frente que eu quero passar
ihahaha ihahaha
a Padilha acabou de chegar
se eu chego formosa no templo
vou girando não quero parar 
se te faço promessas então,
um sorriso eu quero te dar
mas não se engane
e me peça perdão
pois sua alma quero levar
ihahaha ihahaha
a Padilha acabou de chegar..
Ilariê Padilha

Jahia How

Sua autora:
 Adriana Matheus

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          •FALANDO DE AMOR:
O Amor é  a mais pura forma de  sabedoria
É leve e nos faz leve
É forte e nos faz fortes
É sábios e  de tão tolos que somos não o compreendemos
O Amor é a única maneira que temos para harmonizamos uma guerra. Mas por ele fazemos uma.
(Padre Ângelo Wallejo Moralles – psicografia de : Adriana Matheus).

                                                     

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